Este pronunciamento foi feito pelo director executivo dos CFM-Norte, o engenheiro Filipe Nhussi que esteve em Lichinga.
Os investimentos efectuados pelo Governo nos últimos tempos são a causa do recuo do executivo moçambicano na privatização da estrutura portuária. “Há custos envolvidos na sua reabilitação e é preciso recuperar este investimento, a curto prazo não talvez a médio prazo,” esclareceu Nhussi. Nhussi sossegou os comerciantes de Lichinga que o porto já possui um certificado internacional e possui também capacidade para receber navios sem problemas.
No tocante as melhorias registadas em Pemba, Filipe Nhussi indicou a entrada em funcionamento de novas gruas com capacidade para contentores de 20 e 40 pés e 10 de frio. “O tráfego aumentou em 2003 onde foram manuseadas 53 mil toneladas métricas, em 2004 manuseamos 80 mil toneladas até Dezembro. Tivemos uma redução em 2000 com o encerramento das indústrias de Marmonte e Grafite que mobilizavam navios” disse Nhussi para acrescentar que com a liberalização das exportações, o movimento voltará a subir e “neste momento posso afirmar que o porto está a ter bom desempenho.
Algum equipamento que estava em Nacala era de Pemba e com a sua privatização retiramos o equipamento, agora Pemba tem equipamento a mais,” explicou. Avançou que com a eletrificação (Cahora Bassa) de Cabo Delgado, algumas industrias que se encontravam encerradas voltarão a funcionar como é o caso da mina de grafite que irá eventualmente usar este porto.