Mecula, um distrito encravado no coração da Reserva do Niassa, junto à província de Cabo Delgado e da República Unida da Tanzânia.
Juntamente com Mavago e Nipepe, Mecula fazia parte dos distritos esquecidos da província do Niassa por causa das vias de acesso.
No dia 7 deste mês, o governador do Niassa, David Simango, procedeu a entrega de infra-estruturas aos 14.678 habitantes do distrito.
A principal rodovia de acesso a Mecula é a Estrada Regional 535 Marrupa-Mecula, numa extensão de 143 quilómetros.
Em 1999 teve início a sua reabilitação, trabalho desenvolvido pela ECMEP com a duração de cinco anos. 34.839.234 biliões foi o custo da obra.
Em 1999 de Marrupa a Mecula se gastavam 10 horas. Hoje os 143 quilómetros são feitos em duas horas de viatura 4X4.
O abastecimento de água aos 14.678 habitantes do distrito foi reforçado com a entrega de de 10 novas fontes.
Igualmente o sistema de abastecimento de água a vila sede, já possui financiamento. Foram desembolsados 100 mil dólares americanos para a sua reabilitação.
Um centro de Saúde foi entregue na localidade fronteiriça de Gomba. A vila sede passa a beneficiar de energia eléctrica.
A estrada Mecula-Matondovela-Mavago espera pela reabilitação. O estudo de viabilidade económica irá ditar o início das obras.
Informações apontam para 2.400 milhões de meticais o custo da sua reabilitação, financiamento irlandês.
O governador da província do Niassa, David Simango, afirmou que com a entrada em funcionamento da ER 353, foi desencravado o distrito de Mecula.
Para Simango, o mau estado desta rodovia, impedia a concretização de muitas acções desenhadas para Mecula.
“Quando dei volta ao Niassa, fiquei preocupado com três distritos, Mavago, Nipepe e Mecula. Todos os 15 distritos da província têm dificuldades mas Nipepe, Mavago e Mecula estavam mais pobres de todos. Era preciso que Nipepe, Mavago e Mecula tivessem um tratamento positivo para o desenvolvimento. Eles tinham um problema comum: Isolamento. Com esta estrada desencravamos Mecula,” afirmou.
Alguns sectores sociais como Saúde, Educação foram os mais prejudicados com o mau estado das vias de acesso.
Na Educação escolas com o financiamento do Banco Mundial, não foram construídas no distrito.