Formalmente apresentado em Lichinga o PDT traça as linhas de orientação desta área cuja efectivação congrega vários sectores.
A nível central foram identificados dois locais como potencial para o turismo, a Reserva do Niassa e o Lago Niassa. Contudo, estudos efectuados no terreno mostraram que há muito potencial para esta área em vários distritos.
O Chipange Chetu, a norte de Sanga, rio Lugenda em Majune, bacia do Lúrio em Nipepe, locais históricos em Ngaúma, Mavago e Mecula, igrejas em Massangulo e Messumba, são outros locais com potencial para o turismo.
O PDT situa o potencial da província no contexto regional (Malawi, Tanzânia e Zâmbia) onde há grande fluxo de turistas europeus e americanos.
Com o potencial existente, a província pode capitalizar as atenções destes turistas passando a escalar este espaço com frequência.
A concorrência interna das províncias de Nampula e Cabo Delgado é outro factor a ter em conta para o lançamento desta actividade.
Por outro lado outros investimentos a nível provincial podem disputar o mesmo espaço pretendido pelo turismo.
Foram apontados como constrangimento a não existência de uma rede de estrada funcional, Migração, aeroporto internacional em Lichinga e unidades sanitárias que são alguns dos pontos a ter em conta neste PDT.
O Governo é chamado a abrir janelas a nível legislativo para flexibilizar a operação do sector privado local e estrangeiro.
“O plano é bom, mas se queremos ir lá o Ministério do Turismo e o Governo devem operar mudanças nalgumas práticas de conservação. É preciso criar infra-estruturas de âmbito social como estradas, hospitais. Podemos fazer a promoção muito forte, mas o turista quer saber se tem um hospital nas proximidades. Niassa ainda está longe nestes aspectos. Falando da Reserva do Niassa posso dizer que a promoção é toda feita pelo sector privado. O Ministério do Turismo não está ao lado do operador para dar credibilidade a este nos eventos internacionais de turismo” disse Baldeu Chande, director da Reserva do Niassa.
Por seu turno, Rafik, operador turístico em Meponda, é de opinião que se faça a manutenção de estradas nesta província.
“A situação de estradas é muito gritante. Deve haver incentivos fiscais para os operadores que fazem a manutenção de estradas. De Lichinga a Meponda são 60 quilómetros, há muitas pontes no percurso, uma delas está prestes a ruir, sem esta ponte não há turismo em Meponda” observou Rafik.
O governador da província do Niassa, Arnaldo Bimbe, classificou o Plano de Desenvolvimento do Turismo, como de extrema importância para a província.
“Há actividades desenvolvidas por privados junto ao Lago Niassa, com destaque para o Centro Katawala e Manda Wilderness e a Reserva do Niassa. Este instrumento é importante para o desenvolvimento do Niassa, com enorme potencial nesta área”, disse.
O governante do Niassa chamou atenção para a existência de conflitos de interesse que possam ser despoletados com a implantação de instâncias turísticas.