Segundo Elias Sotomane, director do Programa Malonda, a ideia do Projecto Florestal foi desenhada pelo Programa Malonda e prontamente aceite pelo governo provincial o qual lançou a ideia que consistiria na exploração comercial dos 1500 hectares de floresta existente ao redor de Lichinga e exploração de mais 200 mil hectares de floresta nativa em Nungo, no distrito de Marrupa.
Assim, desta iniciativa resultou na actração de dois investimentos ou projectos de plantações florestais sendo: o primeiro com a Diocesa de Vestrose (Suécia) que deterá uma área total de 91 mil hectares dos quais 46 mil de plantação e as restantes para a conservação. Este projecto tem um investimento estimado em cerca de 30 milhões de dóllares para os próximos 10 anos e a empresa a ser constituida se chamará CHIKWETTI, Lda (florestas, em yao). E o segundo investimento é feito pela Saxonian Estates que deterá uma área de 190 mil hectares dos quais 120 mil de plantação e os restantes para a conservação e a empresa a ser constituida junto com o Programa Malonda se denominará NIASSA FLORESTAL, Lda e o projecto é estimado em cerca de 50 milhões de dóllares para os próximos 20 anos.
O director do Programa Malonda adiantou que o projecto ora lançado e o outro juntos contarão com um investimento global de 80 milhões de dóllares para um período de 20 anos, abrangendo três distritos da província do Niassa, nomeadamente, Lichinga, Sanga e Muembe, com possibilidade de expansão para Majune. Estes dois emprendimentos conjuntos vão igualmente gerar mais de 10 mil postos de trabalho, sendo deste número mais de 4 mil permanentes.
Para Sotomane, o lançamento feito na segunda-feira passada do Projecto Florestal é uma fase importantíssima da materialização da iniciativa lançada pelo Programa Malonda em 2003, mercê de vários estudos. "Estou a falar do estabelecimento de uma área teste de 100 hectares como parte integrante de um dos grande projecto florestal a ser desenvolvido pelo Programa Malonda em parceria com a Diocese de Vestrose, através da empresa em processo de criação a CHIKWETTI LDA".
Para o encarregado do governo provincial do Niassa, o lançamento deste projecto está-se a desenhar uma nova página no capitulo de desenvolvimento desta rica e bela província, por um lado e por outro é tornar real um sonho que foi longo o percurso para a sua concretização.
Jõao Dimas disse que o lançamento do projecto florestal, concretamente o acto de plantio significa um marco no combate à pobreza absoluta, desafio que no nosso Moçambique é tarefa de cada um de nós.
"Com efeito, o combate à pobreza absoluta não é apenas uma tarefa do governo, pois deve ser tarefa a ser feita por todos os seguimentos da sociedade" disse Dimas, acrescentando que com esta cerimónia de hoje estamos a marcar um passo onde o sector privado e a sociedade civil de mãos dadas estão a tomar um passo para levar a cabo um grande emprendimento florestal.