Quinta-Feira, 4 de Dezembro de 2008   

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Energia de HCB à porta

A cidade de Lichinga e a vila de Metangula estarão ligadas a rede nacional de energia eléctrica dentro de poucos dias. A garantia é do director da ABB Utilities Suécia em Lichinga, Steve Shipley.

Enquanto a ligação à rede da HCB não aconteça, os trabalhos no terreno continuam, concretamente, nas linhas de 33 Kva, Cuamba-Lichinga e Lichinga-Metangula.

“De princípio até ao fim do mês de Junho a energia chegará aqui à cidade de Lichinga. Até 10 de Julho na vila de Metangula, Maniamba, Quinta Inur e outras zonas ao longo da estrada para Metangula,” disse Steve Shipley.

Em Lichinga a ABB Utilities Suécia construiu uma subestação Apollo de 33 Kva e outra de 11 Kva no recinto da Electricidade de Moçambique, área de distribuição de Lichinga e nos bairros serão colocados transformadores trifásicos para regular a qualidade da energia em substituição dos actuais.

Os grandes consumidores possuem ligações directas prontas para não interferirem com o consumidor doméstico.

No tocante as novas ligações, o nosso interlocutor afirmou que haverá uma subida considerável destes.

“Ao todo esperamos atingir as seis mil ligações. Em Metangula, Mechumua, Maniamba serão 2 mil clientes e os restantes na cidade de Lichinga e os trabalho começam no dia 10 de Julho na cidade de Lichinga” disse Shipley.

O director da ABB em Lichinga chama atenção pelo facto de surgirem cortes no decorrer deste processo, nas “avenidas, residências e outras instalações que começarão a beneficiar de energia de qualidade. De vez em quanto haverá cortes por causa desta mudança. Este processo vai levar seis meses, isto é, até no Natal a situação estará terminada” aclarou. Entretanto, a expectativa por parte dos consumidores é grande pois vai ser resolvido o problema da energia eléctrica na cidade de Lichinga, disse a nossa Shipley.

No rol das novas ligações, o destaque vai para a zona do Aeroporto de Lichinga, Chiuaula e zona da Quinta Belo Horizonte.

“Os geradores actualmente utilizados em Lichinga ficam para atender situações de emergência que possam surgir” informou Shipley acrescentando que esta energia é um grande passo dado, pois com a electrificação do Niassa estão criadas as condições para o desenvolvimento desta região do norte de Moçambique.


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