Quarta-Feira, 3 de Dezembro de 2008   

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Em Lichinga e Cuamba: Reinicia a pulverização contra mosquito

As autoridades sanitárias na cidade de Lichinga anunciaram, na última terça-feira, o reinício da pulverização contra o mosquito, agente causador da malária.

A pulverização intradomiciliária vai abranger as cidades de Cuamba e Lichinga, os dois maiores centros populacionais da província do Niassa.

Segundo a médica chefe provincial, Cidália Balói, a campanha de pulverização já devia ter iniciado e, o facto não ocorreu devido à questões logísticas.

"Em 2004 iniciamos a pulverização intradomiciliária na cidade de Lichinga, mas os resultados não foram os esperados", disse Baloi criticando aos secretários dos bairros que garantiram fazer um trabalho exaustivo, facto que não aconteceu.

Mesmo com este constrangimento, Cidália Baloi está confiante que os resultados nesta campanha sejam melhores.
"Estamos aqui a trocar impressões convosco sobre o trabalho da pulverização de modo a que os resultados melhorem", disse dirigindo-se aos secretários dos bairros.

Desinformação e medidas
Aquando da pulverização na cidade de Lichinga houve muita desinformação nos bairros à volta deste programa.
Para os secretários dos bairros há uma necessidade de ampla troca de informação entre a Saúde e os secretários dos bairros.

"O que aconteceu em 2004 não é o que tinhamos combinado com a Saúde. Os roceadores vinham em horas impróprias e no dia errado. Temos que trabalhar juntos neste processo," disse Luís Muacula, vereador no município de Lichinga.

Nos bairros de Namacula, Cerâmica e Popular a colaboração dos secretários dos bairros foi a chave do sucesso.

Em Mitava, embora a população local estivesse numa cerimónia tradicional, os secretários ajudaram a mobilizar a população.

Pela negativa se destacam os bairros de Nomba, Utumuile e Lulimile onde a população local pura e simplesmente recusou a pulverização.

"Tivemos o caso do bairro de Nomba onde o secretário fugiu e a sua casa não foi pulverizada, a população ao ver isso negou. São estes exemplos que influenciaram no fracasso da campanha," justificou um funcionário da Saúde.

Locais da pulverização
Para a cidade de Lichinga serão abrangidos todos os bairros da urbe, os mesmos de 2004. Assim, serão pulverizadas 19688 casas, abrangendo 98.400 pessoas, o equivalente a 73 por cento.

Em Cuamba, zona onde o processo teve início, há previsão de pulverizar 27.370 casas, livrando-se assim do mosquito 67.060 pessoas.

Comparando os números de 2004, a cidade de Cuamba leva a melhor sobre Lichinga. Pois Cuamba atingiu uma meta de 79.8 por cento contra 35.8 da capital provincial.

O financiamento da campanha está a cargo do Fundo Comum da Saúde que desembolsou 358.400.000 MT.
No total estarão em serviço 60 funcionários sendo 30 roceadores para cada cidade e pessoal de apoio.
Estão disponíveis 150 tamboretes de produto químico denominado ICON, o mesmo utilizado em 2004.
Lichinga irá ser usadas 6.803 cargas de ICON, enquanto Cuamba ficará com 14.081 cargas deste produto químico.

Pulverização anti-larval
Segundo Princípio José, supervisor do programa de pulverização intradomiciliária, a província do Niassa não reúne condição para a pulverização anti-larval.

"Um estudo realizado mostra que a província do Niassa não possui água estagnada, o que existe são riachos periódicos em Lichinga e Cuamba. A pulverização anti-larval é aplicada a zonas costeiras do litoral moçambicano, por isso, nesta província não será executada," disse Princípio José.


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