Quarta-Feira, 3 de Dezembro de 2008   

  Home > Notícias > Domingos Williamo acusado de burlar vendedores poderá ser ouvido  

 

Domingos Williamo acusado de burlar vendedores poderá ser ouvido

Domingos Williamo, chefe do Mercado Municipal de Sanjala, no Município de Lichinga, poderá responder em juízo, acusado de venda de talhões daquela área sem observar as regras estabelecidas para o efeito. Pesa também sobre aquele funcionário municipal, as cobranças ilícitas aos vendedores e tantos outros males.

Este caso veio à ribalta aquando da realização da primeira sessão ordinária da Assembleia Municipal (AM) da cidade de Lichinga, onde se adiantou que foram cerca de quinze talhões vendidos em igual número de pessoas, num valor estímado em 4.173.000,00MT.

Além deste monetário surripiado pelo chefe do mercado de sanjala, existe mais um outro montante correspondente a 1.570.000,00MT de dívida contraída a dois vendedores queixosos do mesmo local que a dois anos não regularizou a sua situação de licenças de venda no mercado.

Para se apurar a veracidade dos factos, a edilidade criau uma comissão para o levantamento de factos. Estes não só constantou as denúncias feitas, mas também descobriu outras anomalias dentro daquele mercado, mas desta vez de ordem política e orquestradas por alguns membros da polícia municipal.

Do leque das anomalias, destacam-se o espancamento aos vendedores, a recolha arbitrária de bens e o desvio dos mesmos alegando que foram enviados ao Conselho Municipal, entre outros.

Soubemos que tentativas para ouvir o chefe do mercado de Sanjala, Domingos Williamo, não deram resultados pois “ foi convocado a uma segunda reunião e nunca apareceu, facto que demostrou-nos a fuga eo reconhecimento de acto praticado”, diz a mensagem lida na I sessão ordinária da Assembleia Municipal (AMCL).

A mesma mensagem acrescenta que “Domingos Williamo só aparece no seu local de trabalho para pressionar vendedores a pagar-lhes pelo uso de espaço e com promessa de que traria recibos ou documentos”.

Outras informações do Municipio de Lichinga indicam que os vendedores informais que exerciam as suas actividades em vários locais impróprios na cidade de Lichinga chegou o seu fim.

É que a partir da noite do dia 14 de Maio, o Conselho Municipal mobilizou homens que foram destruíndo todas as barracas e tendas construídas nestes locais. Neste momento as periferias do Mercado Central de Lichinga que eram usadas como locais para a venda de diversos artigos, principalmente roupas, o mercado do prédio “24 de Julho”, entre vários outros mercadinhos informais que inundavam a cidade já não existem. E os vendedores deverão ir ao mercado de Chiuaula ou Sanjala ou ainda para o mercado de Namacula.

(Benedito Mutoropa, jornalista do amanhecer)


Send to a friend
  Printer Version
© Niassa Web Portal - Terms & Conditions Contact Webmaster Powered by Mzbusiness