Neste ano, segundo Ritter, 12 mil famílias e alguns farmeiros irão trabalhar nesta cultura nos distritos de Majune, Muembe, Mavago, Ngaúma, Lago, Sanga e Lichinga numa área de 4500 hectares.
Para a época finda, Givanildo Ritter indicou que foram trabalhados 2400 hectares envolvendo 8.200 famílias.
"Apesar das críticas no sector, verificamos que anualmente estamos a subir de áreas de cultivo e de famílias envolvidas, é sinal de que a aceitação é boa no seio dos camponeses. Neste ano subimos mais 50 por cento que a anterior," disse Ritter.
Insumos e dívidas
Para o fomento da cultura do tabaco foram mobilizados 2500 toneladas de adubos químicos e outro material indispensável e normalmente cedido a crédito.
"Quando chega a altura da compra do tabaco, há o problema de não pagamento de dívida por parte dos camponeses. Esta situação cria prejuízo para a empresa, mas vamos trabalhar para evitar que isso se repita," disse.
Preçário e construção de fábrica
Falar sobre o preço do tabaco nesta altura é cedo. A nossa fonte da Stacom em Lichinga, afirmou que ainda não existem previsões.
"Há duas situações a considerar sobre isso. A primeira é sobre a situação do câmbio do Dóllar para o Metical. Segundo é a super-produção do tabaco verificada no Malawi, na última campanha, assim como em Moçambique. Mas ainda é cedo para falar de preço," aclarou.
Contudo, o início da comercialização do tabaco ainda não está determinada. Tudo depende da quantidade de tabaco seco em poder do camponês.
Para a compra do tabaco ao camponês, a Stacom espera aplicar quatro milhões de dólares em toda a província do Niassa.
"Em relação a demora no pagamento do tabaco comprado, vamos trabalhar ao máximo para diminuir o período de pagamento. Distância é o factor principal desta demora," afiançou Ritter.
Com os actuais índices de subida verificados na produção de tabaco abrem-se largas possibilidades para a construção de fábrica.
Givanildo Ritter acredita que a subida de produção é uma previsão para atingir a meta que é a construção de uma fábrica no Niassa, concorrendo com outras províncias do país.
"Isso vai depender muito da evolução da cultura do tabaco no Niassa e em Moçambique no geral; penso que dentro de cinco anos é possível construir uma fábrica aqui," assegurou.
Segurança alimentar e reflorestamento
Uma vez que a cultura de tabaco ocupa grande parte do tempo das famílias, o que algumas vezes causa insegurança alimentar.
Para colmatar a situação está em curso a distribuição de semente de milho para todas as famílias envolvidas na cultura de tabaco.
Igualmente no reflorestamento a Stacom vai alocar 30 mil mudas de Eucaliptos e plantas nativas a todos os envolvidos.
"Em 2004 entregamos semente de milho, a mesma questão neste ano. Estamos a trabalhar para entrega de mudas de Eucaliptos para reflorestamento. Todos os distritos vão receber, não há excepção," finalizou Ritter.
Recolha feita Por Suizane Rafael